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Muito antes de dominarem o cinema e a cultura pop, os mortos já caminhavam e  assombravam o imaginário humano.

 

Em O Crepúsculo dos Mortos-vivos: o zumbi como último mito da humanidade, o autor investiga a longa trajetória dessas figuras inquietantes, desde as crenças medievais sobre fantasmas e cadáveres que retornam, passando pelas tradições folclóricas e religiosas, até sua consagração moderna como símbolo de colapso social.

Em contraposição à leitura mais difundida — que localiza a origem do zumbi no Haiti — Barberino propõe uma revisão radical: da tradição haitiana, a criatura moderna herdou sobretudo o nome. Seu significado, porém, é muito mais amplo, e sua forma contemporânea guarda maior proximidade com categorias antigas de mortos inquietos do que com o zumbi caribenho.

Ao analisar a virada operada por George A. Romero, o autor argumenta que o zumbi moderno não representa uma ruptura, mas uma continuidade transformada: um remanescente dos mitos tradicionais em um mundo secularizado.

Mais do que monstros, os mortos-vivos revelam as ansiedades de cada época. Se antes eram espíritos que habitavam ruínas e assombravam os vivos, hoje surgem como hordas apocalípticas que refletem medos coletivos, epidemias e o esgotamento da própria humanidade.

Um ensaio instigante que cruza história, mito e cultura pop para sustentar uma hipótese provocadora: o zumbi talvez seja o último grande mito produzido pelo homem moderno.

O Crepúsculo dos Mortos-vivos: O Zumbi como último mito da humanidade

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